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Marketing, que marketing?
Saudada com o esperado fuzuê pela mídia esportiva como "grande jogada de marketing", a contratação de Ronaldo Fenômeno (?) pelo Corinthians a cada dia mais parece um furo n'água. Desconfio, como desconfiei desde o início, que os dirigentes alvinegros jamais levaram a sério a possibilidade de o Gorducho disputar uma única partida pelo timão. A idéia era fazer barulho e levantar algum em cima de empresas com altíssimos teores de imbecilidade capazes de embarcar numa aventura sem qualquer chance de sucesso. Ronaldo não joga bola há muito tempo e os inúmeros problemas físicos que o perseguem são apenas parcialmente responsáveis pela sua notória decadência. A bem da verdade, o dentuço brilhou no Barcelona na temporada 96/97, ou seja, há 12 anos. De lá para cá, viveu de brilharecos ocasionais. Sim, decidiu com seus gols a Copa de 2002, mas não fez uma única partida inesquecível. O corpo roliço, a predisposição para as noitadas, o tabagismo e outras particularidades de sua personalidade indicam claramente que não está nem mais aí para o futebol. Finge que está treinando para entrar em forma, enquanto o Corinthians leva a farsa adiante enquanto tenta - o que não tem conseguido - fazer caixa. Até agora, na contabilidade dessa parceria mambembe, o único resultado foi a venda de pouco mais de 150 camisas com seu nome no dia do anuncio de sua contratação. Nossa, que Fenômeno... Onde é que está o marketing nessa história? A exposição do Cornthians na mídia já é garantida por sua própria importância. Ronaldinho pouco acrescenta. Como factóide, serviria muito mais num clube médio ou pequeno. No Timão, é apenas redundância. Ou seria redondância?
Escrito por Márcio Fonseca às 12h01
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Fogo amigo
É impressionante o número de crimes praticados por bandidos que deveriam estar atrás das grandes e estão livres como passarinhos. Nesta semana, por exemplo, um "foragido" de presídio matou um policial rodoviário e um sargento da PM à paisana. Ninguém foge de cadeia; sai porque alguém abriu a porta. Na maioria das vezes, as vítimas dos "fugitivos" são civis, como a imprensa está cansada de noticiar, mas a corrupção policial causa tragédias também entre os fardados. Alguém aí falou em fogo amigo?
Escrito por Márcio Fonseca às 11h49
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La dolce vita
O melhor emprego do Brasil é o de técnico de futebol de clube grande – grande no sentido de que está disputando a Série A do Brasileirão, porque no geral a qualidade, ó, é deste tamanhinho... – desempregado. Não entendeu? É isso mesmo. No reino da fantasia que vigora no futebol brasileiro, o grande negócio é acertar um bom contrato (e eles sempre são bons nestes casos) e rezar para ser demitido rapidinho, o quanto antes melhor. Claro que ninguém sabe direito como é que funcionam essas rescisões contratuais, a não ser as partes interessadas, aliás em número cada vez maior, mas é lógico supor que nenhum técnico aceite ser demitido com uma mão na frente e outra atrás, pedindo licença para o cacófato, supondo-se que alguém ainda saiba ou ao menos se importe com isso.
Fiquemos apenas nos casos mais recentes. Cuca foi defenestrado do Botafogo, onde certamente ganhava salário muito dentro da casa dos três dígitos, e aterrissou para uma campanha melancólica no Santos. Recebeu o bilhete azul depois de 10 ou 11 jogos e reaparece menos de duas semanas depois nas Laranjeiras, onde tem a missão – a mesmíssima onde fracassou redondamente na Vila Belmiro – de pescar o Fluminense da zona da degola. Não é uma maravilha?
Treinador de raríssimos (se é que os tem) títulos, Cuca recebe o que executivo de grandes empresas, com metas a cumprir e resultados a apresentar, não faturam nem em sonhos. A diferença é que técnicos de futebol com o perfil de Cuca só têm um risco, e que doce risco: o da demissão, certamente seguida pela indenização correspondente. Desconfio que, em pouquíssimo tempo, Cuca poderá estar tomando dinheiro de três fontes pagadoras diferentes – Botafogo, Santos e Fluminense. É ou não é um negócio da China, já que estamos em tempos olímpicos?
O próximo sortudo, podem apostar, será Renato Gaúcho. Está mais do que na cara que voltará a São Januário. É só esperar um pouquinho, com os bolsos cheios, até que os novos cartolas se cansem de Tita, recentemente contratado para o lugar de Antonio Lopes, e permaneçam fingindo que o maior problema não é o assombroso número de cabeças-de-bagre que infestam o elenco do Vasco. Como vive no circuito Laranjeiras-São Januário, o regresso de Renato será inevitável. Até à próxima queda, a substituição por Antonio Lopes e sua santinha de mão e que a roda viva, vivíssima, do futebol continue girando.
Escrito por Márcio Fonseca às 11h24
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Amnésia
Pelo jeito, a imprensa esportiva, de tanto se esbaldar com o baixíssimo nível do futebol que se joga por aqui, esqueceu-se de como é uma bolinha bem-jogada. Mesmo para um santista como eu, ainda que satisfeito com o 100% de aproveitamento na Libertadores e a liderança do Paulistão, é duro ver o time jogando tão feio. Os últimos jogos do Peixe foram autênticas peladas, um festival de passes errados, zagueirada atropelando os atacantes adversários e chutões para qualquer lado. Mesmo os elogios a Zé Roberto são exagerados. O meia cria duas ou três jogadas por partida, mas isso é o suficiente para transformá-lo no "melhor jogador em atividade no Brasil". Pode até ser, mas que é pouco, é.
Escrito por Márcio Fonseca às 17h34
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Ingratidão
Além de cabeça-de-bagre, o meiocampista Paulo Almeida é, para dizer o mínimo, ingrato. Leão tem todos os defeitos, mas colocou-o de titular no time santista que conquistou o Brasileirão de 2002 e foi resgatá-lo da reserva do Benfica B em Portugal. Se Paulo Almeida não tem bola para jogar sequer numa baba como esse Corinthians de hoje, a culpa não é de Leão. Depois que o treineiro se foi, Paulo Almeida resolveu abrir a boca e expor publicamente o seu caráter.
Escrito por Márcio Fonseca às 17h28
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Preguiça...
Não sei se foi por causa da última nota enfocando a capital baiana, mas o fato é que, além do excesso de trabalho, fui acometido de tremenda pregiiça e deixei de atualizar o espaço. Quero ver se daqui para a frente dou um pouco mais de atenção a ele.
Escrito por Márcio Fonseca às 17h21
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E viva Salvadô...
No mesmo dia em que o relatório da ONU apontava um futuro sombrio para o planeta em função das agressões cometidas contra o meio-ambiente, boa parte da mídia brasileira, com o tom carnavalesco habitual que envolve tudo o que se relaciona a Salvador, se deliciava com o emporcalhamento da Baía de Todos os Santos, patrocinado por adoradores de Iemanjá. Com o risível argumento de que a rainha das águas é “vaidosa” (?), milhares de pessoas poluíram o mar com toda sorte de bugigangas – incluindo garrafas cujo conteúdo desconheço, mas posso facilmente imaginar. Cá entre nós, será que Iemanjá não prefere um mar limpinho àquela tranqueirada toda?
Escrito por Márcio Fonseca às 09h37
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É o fim
Os cientistas reunidos em Paris para discutir as mudanças climáticas que o planeta vem sofrendo por causa das agressões que as nações industrializadas vêm cometendo contra o meio-ambiente estão deixando claro que a passagem do homem pela Terra se aproxima do fim. As conseqûëncias estão aí para todo mundo ver - tempestades, inundações, secas, degelo das calotas polares, elevação do nível das águas dos oceanos, e por aí vai. Um pequeno exemplo de que as mudanças já chegaram e vão cada vez mais afetar o nosso dia-a-dia pode ser fornecido pela Stock Car. Até dois ou três anos, pneus de chuva só eram levados para os autódromos por precaução. Hoje, são tão necessários quanto os slick. Não há fim de semana de corrida que não chova, seja na sexta, no sábado, no domingo ou mesmo em todos os dias. Sempre me imaginei morrendo de velhice ou, possibilidade real para quem vive numa metrópole violenta como São Paulo, de tiro de bandido, acidente de trânsito ou algo do gênero. Agora, já começo a aceitar a idéia de partir deste plano em decorrência de um cataclisma. Sempre defendi a teoria de que a vida se renova em ciclos na Terra. Tudo começa e acaba dentro de um período pequeno, milhares ou milhões de anos, que nada são se levarmos em conta que o universo sempre existiu. Por algum motivo, a vida se extingue e, por outro qualquer, retorna mais tarde. Para quem achar que essa conversa é de maluco, pergunto: alguém já imaginou a civilização daqui a dois, três ou quatro mil anos? Acho que não iremos tão longe. Com a vertiginosa velocidade dos avanços tecnológicos, o homem logo estaria em condições de realizar obras atualmente só atribuídas a Deus - seja lá o nome que receba em cada canto do mundo. E, desconfio, isso jamais ocorrerá. Portanto, é bom aproveitar o pouco tempo que nos resta.
Escrito por Márcio Fonseca às 16h43
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Mais laboratórios na Stock Car
Provavelmente caso único no automobilismo mundial, onde os grandes patrocínios vêm de empresas da área de tecnologia ou petroleiras, a Stock Car deve ampliar a participação do mercado farmacêutico em 2007. O Laboratório Aché, que entrou de forma exploratória na categoria no ano passado com o carro cor-de-leite-com-groselha de Raul Boesel, teria fechado com a Action Power e os pilotos Enrique Bernoldi e Rodrigo Sperafico. Resta saber para onde iriam a Cimed e Luciano Burti, que deixariam a organização de Paulo de Tarso. São fortes também os rumores de que a EMS estaria prestes a anunciar sua estréia com Daniel Landi, um dos destaques da Stock Car Light em 2006. Landi venceu uma etapa e terminou o campeonato em 3º. A EMS é a segunda do ranking do setor, mas vem sendo ameaçada pela Medley, que aparece logo em seguida na lista das 10 maiores do País. O sucesso da Medley, que vem experimentando um crescimento meteórico que a fez saltar da sexta para a terceira posição em poucos meses e domina com folga o mercado de genéricos, não pára de atrair as concorrentes. Boa notícia para a saúde da Stock Car.
Escrito por Márcio Fonseca às 17h06
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É dose
Dependendo do humor de cada um, assistir a uma partida de futebol na TV Globo com comentários do ex-árbitro José Roberto Wright pode ser engraçado ou irritante. Como não tenho achado nada muito engraçado nestes últimos tempos, confesso que o homem anda me tirando do sério com suas observações inacreditavelmente absurdas para quem está lá por ser supostamente um especialista. No jogo de estréia do Santos contra o Barueri, o locutor perguntou a ele se uma entrada dura de um defensor do time da Grande São Paulo deveria ser punida com cartão amarelo. "Não", rebateu. "Neste comecinho, o melhor é dar uma bronca forte", foi, mais ou menos, a resposta. Ele poderia aproveitar e informar a partir de que minuto a tolerância acaba e as regras, finalmente, devem ser colocadas em prática. Domingo, o zagueirão corintiano Gustavo armava o chute para fazer o quarto gol, na risca da pequena área, quando foi atropelado por trás por um cabeçudo qualquer do São Bento. Pênalti claro, que sua senhoria apontou. "E aí, Wright, o juiz deveria mostrar cartão?" A partida estava no finalzinho, mas a indulgência do ex-apitador continuava a mesma. "Não". Como, não? A chance de gol não era notória? A falta não foi por trás? Então, na visão do comentador, o que é necessário para o cartão vermelho ser exibido? Decepar a perna do contrário com uma machadinha? Esse Wright é uma das piores coisas do futebol na televisão brasileira.
Escrito por Márcio Fonseca às 15h42
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Red Burros
Foi digna de um jerico a idéia de levar Red Bull para as pessoas que, por motivos profissionais ou pessoais, se encontravam na área da tragédia do Metrô. Muito menos pela idéia, mas pela execução. E os responsáveis pelo marketing da empresa que não venham subestimar a inteligência alheia e alegar que havia apenas solidariedade na cabeça de seus gênios. Aliás, esse negócio de explorar a desgraça dos outros é uma praga que se espalha como fogo na palha seca no meio esportivo. Se a Red Bull não tivesse outros interesses, era facílimo mandar as bebidas - das quais gosto e, eventualmente, até tomo "na faixa" nas salas de imprensa da Stock Car - discretamente, sem que ninguém soubesse. Também tenho visto por aí jogadores de vôlei de praia visitando hospitais e fazendo afagos em crianças doentes, tudo, é claro, sob o foco das lentes dos fotógrafos e cinegrafistas de TV. Depois que a exposição da marca de seus patrocinadores na mídia está garantida, viram as costas, vão embora e nada mais se ouve falar. Que coisa mais feia! No caso da Red Bull, a bebida dá asas para alguns; para outros, dá orelhas.
Escrito por Márcio Fonseca às 14h44
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Era ou não era?
Assinados por Nestor Valduga, presidente do Conselho Técnico e Desportivo Nacional da Confederação Brasileira de Automobilismo, e Paulo Scaglione, presidente da CBA, estão disponíveis no site da entidade os regulamentos técnico e desportivo da Stock Car 2007. Chama a atenção, entre algumas mudanças importantes, a nova redação do artigo que trata dos playoffs, novidade introduzida no ano passado. Por exemplo: a expressão "à parte", para definir a disputa que define o campeão nas últimas quatro etapas, foi suprimida. No primeiro critério de desempate, agora está expresso em todas as letras que serão levados em conta os resultados de toda a temporada. Pergunto, então: por que a CBA garantiu até o último instante que Cacá Bueno seria campeão caso terminasse empatado em número de pontos com Giuliano Losacco, Hoover Orsi, Felipe Maluhy e Antonio Jorge Neto, que chegaram à corrida derradeira com melhor campanha nos playoffs? Afinal, o regulamento era claro ou não era? Se não era, porque foi interpretado de forma equivocada por quem foi responsável por sua elaboração? Se era, porque foi modificado?
Escrito por Márcio Fonseca às 14h01
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Tudo aquilo e mais - 2ª Parte
O Santos F.C. não deveria ter concordado com a anulação dos jogos no segundo turno do Campeonato Nacional de 2005, nem deveria ter entrado em campo para joga-los de novo. Deveria ter grandeza, deveria se insurgir. Como ficaria o Campeonato Nacional, sem o Santos F.C .?
Faltou moral! Faltou "peito". Acabou apenado muitas vezes, por um assunto que sequer lhe dizia respeito, a corrupção de um funcionário, que sugeriu uma cadeia de (ir)responsabilidade até os níveis altos da CBF.
O Santos (1) perdeu os pontos de jogos jogados, (2) foi obrigado a jogá-los de novo, (3) mesmo sendo óbvio que a partida contra o Corinthias em V. Belmiro poderia terminar de modo a provocar sanções contra o clube, o que acabou ocorrendo, (4) foi prejudicado de maneira indecente pelo árbitro, (5) teve jogadores suspensos, (6) acabou por desmoralizar a equipe que, apesar de tudo, se mantinha nas primeiras posições e com chances reais de chegar a uma nova conquista.
Esse é o clube Santos F.C. que vemos. O clube que vem sendo regular e freqüentemente prejudicado por federação, confederação e outros bichos. E não consegue responder à altura. Desde sempre. Vejamos casos mais recentes, para não irmos muito atrás, no tempo e na história.
Em 1983 fez a final do Nacional de 1982 contra o Flamengo no Rio, depois de o haver derrotado na primeira partida em S. Paulo. Nesse campeonato o clube carioca conseguiu obter sua classificação para a fase decisiva mediante (mais) uma cariocada. Desclassificado na primeira fase, conseguiu reverter na justiça (?) desportiva o feito, em detrimento do representante de Pernambuco. As ocorrências no Maracanã, absurdamente graves, com a cumplicidade geral da imprensa local, das autoridades policiais, civis e desportivas, deram a vitória ao Mengoooo... O que o Santos fez?: ...nada!
Na primeira metade dos '90, sem títulos a comemorar desde '84, vai fazer a final de um torneio meia-boca contra o S. Paulo. O jogo termina empatado, o que daria o esperado título ao alvinegro. É feita uma mudança extemporânea no regulamento por pressão do tricolor, a decisão vai para os pênaltis, o Santos perde... A diretoria?: ...nada!
A final de '95, contra o Botafogo, está fresca na memória de todos, para que seja necessário falar muito. Mais uma vez, nada!
Quanto a 2005, ficou claro que o campeonato perdeu sua razão de ser, foi viciado e deveria ser anulado.
Tratamos de dificuldades: é tudo isso já citado, mais o provincianismo diretivo local, o carioquismo renitente dos caciques futebolísticos, o caipirismo preconceituoso da crítica "especializada", que não aceita que um clube que não é de "capitárrr" possa ser mesmo o melhor. Daí que cada título do Santos tem que sair quase que a fórceps.
Quanto à crônica de uma morte anunciada, o jogo contra o Corinthians, foi apenas mais um dos eventos excepcionais na história do clube. Parece ser um contraponto necessário. Ocorre toda a vez em que há a perspectiva de se sobrepor aos fatores que o apequenam, talvez para retomar a humildade realizadora (o grande Santos dos anos 50 e 60 sofreu sonoras goleadas, 8 x 0 para a Portuguesa de Desportos, 6 x 1 contra o São Paulo - é verdade que o tricolor contava com Zizinho, Canhoteiro e outros).
Foi um acidente, a rapaziada estava de cabeça baixa: todos sabemos que o velho e bom Corinthians, muito mais próximo historicamente ao Santos do que faz parecer a tal rivalidade, não tinha time para ganhar daquela forma. Na verdade, o time do Parque S. Jorge sempre foi uma espécie de linha auxiliar alvinegra, um Santos de segunda linha. Não tem expressão internacional, não registra títulos nesse âmbito, salvo o de um torneio muchiba, realizado no Brasil, sob medida para fazer-lhe um agradinho. Um clube nacional. Tem sua importância, todos o amam. É algo assim como um relógio Swatch, colorido, bonitinho, todos gostam.
Mas não é um Rolex, é claro.
Escrito por Márcio Fonseca às 13h25
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Fim das pautas
Não há mais nenhuma pauta interessante nas editorias de esporte. Todas já foram produzidas. Pelo menos é o que se deduz do espaço que se dá hoje à "provocação" do corintiano Amoroso e à "resposta" do são-paulino Sousa. Pelo jeito, tem muito repórter e editor achando que "se mensagem ganhasse jogo, o time dos Correios seria campeão" é uma frase engraçada. Quanta gente bobinha... Que coisa mais patética, meu Deus...
Escrito por Márcio Fonseca às 08h52
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Má notícia
A quem possa interessar: não ganhei na mega sena acumulada.
Escrito por Márcio Fonseca às 08h49
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